Um grupo de amigas por volta dos 30 anos. Todas estudadas, inteligentes, profissionais.
Cena 1
Uma delas conta:
- Comprei um Porshe.
As demais:
- Ahn.
Cena 2
- Desenvolvi uma nova teoria.
- Legal...
Cena 3
- Escrevi um livro!
- Legal...
Cena 4
- Aprendi a falar japonês.
- Bacana.
Cena 5
- A empresa que dirijo chegou a vinte países.
- Sei...
Cena 6
- Consegui demonstrar a Teoria dos Números Primos.
- ...
Cena7
- Finalmente me tornei uma astronauta!
- Sério?
Cena 8
- Já assumi meu posto na Embaixada.
- Nossa!
Cena 9
- Fui indicada ao Oscar.
- Maneiro...
Cena10
- Ganhei o Prêmio Nobel!
- É mesmo?
Cena11
- Eu e minha equipe descobrimos a cura do câncer!
- Que bom!
Cena 12
- Vou me casar!
- Como? Que dia? Quando? Com quem? Aonde? Conta!!!!
terça-feira, 29 de março de 2011
A cozinha e o cubo mágico
Chego na cozinha. Tudo está uma bagunça. Copos, talheres e panelas sujos, o lixo transbordando, resto de comida nos pratos, fogão ensopado de gordura, guardanapos, cascas de frutas, garrafa de água vazia...Olho desolada para o cenário e me desanimo com aquilo.
Sobre minha escrivaninha, um cubo mágico. Ontem me detive por horas tentando resolvê-lo colocando-o em ordem, mas não consegui. Curiosa, busquei na internet a solução e, no site de buscas, vários resultados com complexas respostas. Da lógica que ali ensinava, eu já havia me dado conta, mas não consegui realizar. A parte mais complicada, no entanto, o como fazer, tinha uma complexa explicação. Tão complexa quanto o cubo. Miro o cubo, até atrevo a pegá-lo, mas sinto um certo enjôo e volto à cozinha.
Sobre a pia, a esponja e o detergente. Água na torneira. Tarefa trabalhosa, porém, não difícil. Sei o que preciso fazer para deixar a cozinha em ordem e sei que preciso apenas começar para resolver tudo.
Já o cubo está lá sobre a escrivaninha. Mover as peças aleatoriamente não adianta. Não adianta também saber que devo seguir as faces das arestas. Não adianta porque não consigo mover as arestas sem tirar de ordem o que já havia colocado. Não, eu não entendi completamente o mecanismo. Eu não sei como fazer. Eu sei o resultado esperado e o desejo. Eu entendo as regras. Eu sei o que devo fazer, mas não consigo realizar.
Acho que muitas coisas em nossa vida são como o cubo mágico. Estão lá, a espera de uma solução; atraem o nosso desejo e guardam em si muito de nossa realização, mas não sabemos como fazer.
A cozinha... Sim, fácil de ordenar, mas não me interesso pela cozinha.
Sobre minha escrivaninha, um cubo mágico. Ontem me detive por horas tentando resolvê-lo colocando-o em ordem, mas não consegui. Curiosa, busquei na internet a solução e, no site de buscas, vários resultados com complexas respostas. Da lógica que ali ensinava, eu já havia me dado conta, mas não consegui realizar. A parte mais complicada, no entanto, o como fazer, tinha uma complexa explicação. Tão complexa quanto o cubo. Miro o cubo, até atrevo a pegá-lo, mas sinto um certo enjôo e volto à cozinha.
Sobre a pia, a esponja e o detergente. Água na torneira. Tarefa trabalhosa, porém, não difícil. Sei o que preciso fazer para deixar a cozinha em ordem e sei que preciso apenas começar para resolver tudo.
Já o cubo está lá sobre a escrivaninha. Mover as peças aleatoriamente não adianta. Não adianta também saber que devo seguir as faces das arestas. Não adianta porque não consigo mover as arestas sem tirar de ordem o que já havia colocado. Não, eu não entendi completamente o mecanismo. Eu não sei como fazer. Eu sei o resultado esperado e o desejo. Eu entendo as regras. Eu sei o que devo fazer, mas não consigo realizar.
Acho que muitas coisas em nossa vida são como o cubo mágico. Estão lá, a espera de uma solução; atraem o nosso desejo e guardam em si muito de nossa realização, mas não sabemos como fazer.
A cozinha... Sim, fácil de ordenar, mas não me interesso pela cozinha.
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